Intervenientes
Estas são algumas das presenças já confirmadas nas 2as Jornadas de Arte e Educação, nas conferências, mesas redondas, workshops e visitas (por ordem alfabética).

Aida Sánchez de Serdio
Universitat Oberta de Catalunya
Doutorada em Belas Artes pela Universidade de Barcelona, é professora na Universidade Aberta da Catalunha (UOC), onde leciona nos cursos de Licenciatura em Artes, Licenciatura em Educação Primária e Mestrado em Gestão Cultural. Anteriormente, desempenhou funções de Assessora de Educação e Público no Museu do Centro Nacional de Arte Reina Sofía, em Madrid, e lecionou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Umeå (Suécia), bem como na Unidade de Pedagogias Culturais da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona. Leciona também no programa de mestrado “Artes Visuais e Educação: Uma Abordagem Construcionista” da Universidade de Barcelona. A sua principal área de especialização são as práticas educativas e comunitárias relacionadas com as artes e a cultura, entendidas como espaços de produção de conhecimento, de desenvolvimento de debates políticos e de transformação social.

Ana do Canto
Plano Nacional das Artes
Licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (1994). Pós-graduada no Mestrado em Teorias da Arte pela mesma faculdade (2002). Professora de Artes Visuais na Escola Artística António Arroio. Paralelamente à docência desenvolve projetos de ilustração e de design de comunicação. Formadora creditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, na área e domínio das Artes Visuais. Integra a Equipa do Plano Nacional das Artes, desde 2022, desenvolvendo projetos entre design de comunicação e mediação. Realiza com a Sara Velasco recursos pedagógicos e ações de formação intituladas: Projeta-Me e A Natureza das Coisas/ Azul e Árvores. Foi professora cooperante do mestrado em Ensino das Artes Visuais da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa (2011-2013). Integrou a Equipa de Educação Artística da Direção-Geral da Educação (2018-2022).

Ana Lopes-Mesquita
Projeto Kalambaka – Reggio Emilia Portugal
É educadora de infância, formadora e fundadora do projeto Kalambaka – Reggio Emilia Portugal, onde desenvolve um trabalho contínuo de formação, consultoria e mentoria a profissionais, escolas e instituições na área da educação de infância. Com 20 anos de experiência, o seu percurso cruza educação, arte e pedagogia, com uma forte inspiração na abordagem Reggio Emilia. Através do Kalambaka, acompanha equipas educativas na construção de práticas mais intencionais, sensíveis e centradas na criança, promovendo processos de reflexão, investigação e transformação pedagógica. Paralelamente, dinamiza, no Atelier Kalambaka, ateliers para crianças e famílias, criando experiências artísticas e educativas que valorizam as “100 linguagens”, o brincar e a relação como centrais na aprendizagem. É também produtora de conteúdos formativos a nível internacional e tem sido convidada como oradora em diversas conferências, seminários e formações, onde partilha a sua visão sobre educação, arte e infância. O seu trabalho destaca-se pela forma como aproxima teoria e prática, ajudando profissionais a transformar contextos educativos em espaços mais vivos, estéticos e significativos.

Andreia Dias
CAM – Centro de Arte Moderna
Programadora educativa, mediadora cultural, arte educadora e formadora. É responsável pelas áreas da Educação – Escolas e outras Instituições Educativas e Crianças e Famílias, no Setor de Educação, Mediação e Participação do CAM – Centro de Arte Moderna, da Fundação Calouste Gulbenkian, desde 2021 tendo tido a mesma função entre 2016 e 2021 no Museu Calouste Gulbenkian (Coleção Moderna e Coleção do Fundador). Tem desenvolvido desde 2017 uma linha de projetos participativos, colaborativos ou de cocriação entre museu e escola que partem da arte e da educação artística – Fábrica de Projetos. Colabora com o CIEBA – FBAUL, CITCEM – FLUP e GEPPAIE – IE Ulisboa.

Carlo Giovani
Ilustrador, Poets and Dragons Society
Designer gráfico, ilustrador e artista visual. Tem o papel como elemento central do seu trabalho, explorando a sua versatilidade e plasticidade, desde as aplicações bidimensionais até às possibilidades escultóricas para ilustrações e animações em stop-motion. Foi distinguido com importantes prémios internacionais: em Espanha, Argentina, EUA e França. Em 2021 e 2023 foi selecionado para a shortlist do World Illustration Award – The AOI – Inglaterra. Tem mais de 40 livros publicados como designer de capa e ilustrador para as editoras Penguin Books, Sentillana, Companhia das Letras, Cosac Naify, The Poets and Dragons Society, Paleta de Letras e Porto Editora. Conta também com projetos para marcas: Coca-Cola, Nike, Hershey’s, Pepsi, Netflix, Spotify, Nestlé, Ford Motors, entre outras. É formador em oficinas de ilustração e narrativa visual e foi professor convidado no curso de licenciatura e pós-graduação de Design Gráfico e Ilustração no Instituto Europeo di Design – IED-SP e participa como conferencista em eventos sobre design e ilustração.

Carlos Escaño
Universidade de Sevilha
Catedrático no Departamento de Educação Artística da Universidade de Sevilha. Doutor em Belas-Artes (1999, Univ. Sevilha) e doutor em Educação e Comunicação em Ambientes Digitais (2017, UNED). Investigador convidado na Universidade de Nova Iorque (EUA) (2023-2024); diretor do grupo de investigação Educação e Cultura Audiovisual (HUM401); investigador principal do projeto I&D+i Educação Artística Inclusiva Online (PID2021-127124OB-I00); e de projetos de cooperação internacional na Índia (2015-2018) e na Grécia (2019). Publicações recentes de destaque: o livro Pedagogías de la mirada (2022) e artigos como Die Mensch-Maschine: Visual Dialogue Between a Human and an Artificial Intelligence (Postdigital Science Education, 2024) e Maptelling: narrativa multimodal e cartografia social (Edutec, 2025). Por fim, destaca-se o seu trabalho como realizador audiovisual nos documentários premiados Contramarea (2016) e En el otro lado (2020).

Constança Vasconcelos
Universidade Lusófona
Professora Associada da Universidade Lusófona desde 2001, Coordenadora dos Mestrados em Ensino das Artes Visuais desde 2008, lecionando Didática das Artes Visuais e Metodologias de Investigação. Responsável pela Prática Supervisionada do Mestrado em Ensino das Artes Visuais desde 2009. Editora do Dossier das Artes Visuais da Revista Lusófona de Educação desde 2014. Investigadora do CeiED (Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento) da Universidade Lusófona – Lisboa e participa na ReLeCo Estudos Socioartísticos para a Decolonialidade e a Sustentabilidade (ART.DS). Participação no Forum Ciência Pública. Formada em arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo obtido o Doutoramento na mesma área pela Universidade de Salford, Reino Unido (2001). Foi professora em artes visuais no Ensino Básico e Secundário, até 2001. Tem publicações na área das artes, desenho e design, ensino das artes e formação de professores. Participa na organização de conferências, seminários e workshops na área das artes e seu ensino. Participação no projeto MUSDIS – The Museologic Dispositive as Communication Means. Participa no projeto MUBIESUS Ciência pública e percursos educativos para a sustentabilidade em museus e bibliotecas de Lisboa e São Paulo.

Filipa Batista
Mapa das Ideias
Mestre em Escultura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, é mediadora cultural e investigadora em práticas artísticas contemporâneas. Desenvolve projetos de arte participativa, promovendo o diálogo, a reflexão coletiva e a transformação do espaço público. A sua prática cruza arte, educação e mediação cultural, explorando a relação entre teoria e prática.

Inês Andrade Marques
Universidade Lusófona
Professora auxiliar (ECATI/IE/UL, Lisboa); investigadora e artista visual. É doutora internacional em Arte Pública pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona (2012), onde também obteve o grau de Mestre em Desenho Urbano (2008). É licenciada em Artes Plásticas – Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (2000). Como investigadora, tem-se dedicado à arte pública contemporânea e às pedagogias artísticas, integrando equipas de vários projetos de investigação interdisciplinares. Na sua experiência de ensino, liderou e participou em vários projetos artísticos e instalações site-specific, assentes em processos de criação colaborativa e em abordagens interdisciplinares. Inês Marques é vice-diretora do Mestrado em Ensino das Artes Visuais – Universidade Lusófona. É investigadora (investigadora integrada no CICANT – Centre for Research in Applied Communication, Culture, and New Technologies, Universidade Lusófona e investigadora colaboradora no CeiED – Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento, onde integra a ReLeCo ART.DS – Socio-Artistic Studies for Decoloniality and Sustainability.

Inês Bettencourt da Câmara
Mapa das Ideias
Cofundadora e diretora-geral da Mapa das Ideias desde 1999, uma empresa dedicada à mediação cultural nas áreas de património, cultura, artes e ciência. Recentemente assumiu a coordenação científica e editorial do estudo-diagnóstico People & Planet sobre o impacto das alterações climáticas que envolveu 3500 jovens de oito países europeus. É docente no Instituto Politécnico de Tomar desde 2000 e Presidente da Culture Action Europe desde 2021. Inês também é cofundadora e Presidente d’A Reserva, que promove a cooperação e experimentação no setor cultural. Neste âmbito, coordenou a implementação do programa municipal Oeiras Educa Mais, assumindo o Observatório desde 2018. Está envolvida em diferentes projetos de investigação e de formação.

Iolanda Guimarães
(POD)ilustrar
Ilustradora e designer. Formada em Design de Moda pela Universidade da Beira Interior, encontrei na ilustração o espaço mais pessoal da minha expressão artística. Em 2020, durante a pandemia, criei o projeto “i.lus.tra.me”, inicialmente como um diário visual publicado nas redes sociais, onde ilustrava emoções e episódios do dia a dia. O projeto cresceu e tornou-se numa plataforma de ilustração autoral e personalizada. O meu trabalho cruza frequentemente ilustração, tradição, identidade local e memória coletiva. Entre os projetos mais reconhecidos destaco : a exposição “Linhas de amor… por Braga”, apresentada no histórico Palácio do Raio. Outro projeto importante é a coleção “Transmontices”, inspirada nas expressões populares, hábitos e símbolos culturais de Trás-os-Montes, como forma de preservar a identidade transmontana através do humor, da nostalgia e da representação do quotidiano regional. Mais recentemente, o projeto “(POD)ilustrar”, um formato inovador de “podcast ilustrado” que transforma conversas reais em narrativas visuais compostas por desenho, texto e pequenas animações. Cruza entrevista, diário gráfico e banda desenhada contemporânea, reforçando o meu interesse em explorar novas formas de contar histórias através da imagem. Paralelamente à criação artística, encontros criativos e eventos de ilustração participativa, incentivando o contacto entre arte, cidade e comunidade.

Ivo Oosterbeek
Mapa das Ideias
Mestre em Arqueologia Pré-Histórica (com especialização em Gestão do Património) e Mestre em Comunicação Científica. Licenciado em Artes Gráficas. Tem igualmente formação em Gestão de Eventos de Turismo Cultural. Está na Mapa das Ideias desde 2014 na área de gestão de projetos e mediação.

Joana Rita Sousa
Filocriatividade
Joana Rita Sousa é licenciada em Filosofia, pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa (2001), é mestre em Gestão de Recursos Humanos, pela Universidade Europeia (2012), e mestre em Filosofia para Crianças, pela Universidade dos Açores (2019). Em 2008 criou o projeto filocriatividade, através do qual tem dinamizado oficinas de Filosofia para/com Crianças e Jovens, um pouco por todo o país. Actua como formadora nessa área, bem como na área do pensamento crítico e do pensamento criativo. As suas formações e oficinas têm sido acolhidas em Portugal, e também noutros países como Moçambique, Roménia, Espanha, Brasil e São Tomé e Princípe. É docente na Pós-Graduação em Filosofia para Crianças e Jovens na Universidade Católica Portuguesa. Participa no Festival de Filosofia de Abrantes desde a sua primeira edição (2017), como especialista na área da Filosofia para/com Crianças e Jovens. Tem desenvolvido trabalho de consultoria e de mediação filosófica em diferentes contextos; em 2024 criou as Oficinas Vitais sobre Assuntos Fatais e em 2026 o ciclo de oficinas para famílias Abrir o Museu às Perguntas no MUZEU – pensamento e arte contemporânea dst. É curadora da Ágora Filosofia para Crianças no Festival Internacional de Filosofia ESPANTO (desde 2025). Participa como oradora em eventos diversos, destacando-se a presença no IV Curso FLAI – Filosofia, Literatura, Arte e Infância (Albarracín, Espanha, 2023). Tem artigos publicados em Portugal e em Espanha, e um livro intitulado Como desenvolver o pensamento crítico das crianças (2025). Criadora do #ClubeDePerguntas, desde 2020. Co-autora da newsletter #LivrosPerguntadores, em parceria com Júlia Martins, desde 2023.

Margarida Filipe
Museu Da Água, EPAL
Mestre em Educação Artística pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa e Pós-Graduada em Cidadania Ambiental e Participação pela Universidade Aberta. Licenciou-se em Relações Públicas e Publicidade pelo Instituto de Novas Profissões, e ingressou em 1998 nos quadros da EPAL, S.A. onde desempenhou várias funções no Gabinete de Imagem e Comunicação. Desde 2001 desempenha funções no Museu da Água da EPAL, em Lisboa, nas áreas da comunicação e no serviço educativo, tendo como áreas de especialização a comunicação escolar e o desenvolvimento de conteúdos e atividades relacionadas com a água nas vertentes da educação artística e ambiental. É também formadora certificada de Professores pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua. Tem um livro publicado, premiado pela Sociedade Ponto Verde, sobre educação e valores ambientais, ligando os museus à educação.

Margarida Louro
FAJúnior // Rede EPA – Educação Pela Arquitetura
Nasceu em Lisboa em 1970. Licenciada em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa em 1993 e doutorada em Urbanismo pela Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona da Universidade Politécnica da Cataluña – ETSAB-UPC) em 2005, tendo obtido a Agregação no ramo de Arquitetura, especialidade de Teoria e Prática do Projeto, da Faculdade Arquitetura da Universidade de Lisboa em 2017. Desde 1997 que é docente na Faculdade de Arquitetura, sendo membro efetivo do Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design (CIAUD), tendo desenvolvido atividade de investigação científica no âmbito da coordenação e colaboração em diversos projetos, publicações de livros e exposições. É coordenadora do gabinete FAJúnior da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa desde 2014, no âmbito do qual coordenou a execução técnica do Programa Paisagem e Arquitetura Sustentáveis em 2023/2024 e foi co-fundadora da rede EPA – Educação pela Arquitetura em 2022.

Marta Ornelas
Arte Central
Professora há mais de 25 anos, dirige a Arte Central. Deu aulas no ensino Básico, Secundário e Superior. É Doutorada em Artes e Educação pela Universidade de Barcelona e formadora de docentes (do pré-escolar ao secundário). Como investigadora académica, os seus principais interesses prendem-se com a educação em museus, com a importância da educação artística e de que forma esta contribui para um mundo mais justo e sustentável. Participa frequentemente em congressos e outros encontros sobre o ensino e a aprendizagem das artes. É membro da comissão científica do Congresso Internacional Matéria Prima (Ensino Artístico) e revisora de artigos da Revista Midas (Educação em Museus) e do IJABER – International Journal of Arts-Based Educational Research, entre outras publicações. É autora de diversos artigos científicos e do livro “Museus e Escolas: as relações pedagógicas e o papel dos jovens” editado pela Direção-Geral do Património Cultural. Recebeu o Prémio Melhor Investigação 2020 pela Associação Portuguesa de Museologia.

Pri Ballarin
Biblioteca Móvel reVOAr
Sou uma apaixonada pelo objeto livro, linhas, papéis e bons encontros. Mestre em Práticas Tipográficas e Editoriais Contemporâneas pela FBA/UL, licenciada em Educação Artística pela ECA/USP e técnica em Design Gráfico pela ETE Carlos de Campos. Fui sócia da Prompt Filmes em São Paulo e do Ateliê Amar.é.linha, dedicando-me a experimentos gráficos e têxteis. Fundei o coletivo Desejos Urbanos com a artista Eliza Freire, realizando intervenções urbanas e poéticas no Brasil e em Portugal. Desde 2017, venho criando livros, incluindo as publicações independentes Na casa deles, em parceria com Edith Chacon, e Travessia com Julia Santalucia. Fui editora e designer da revista Linguará e colaboradora – como ilustradora e designer – da associação cultural Gerador. Atualmente, vivo entre Lisboa e São Paulo, atuando em design gráfico, projetos de arte colaborativa, criando livros e partilhando o que aprendo. Sou idealizadora da iniciativa reVOAr – ateliê-biblioteca móvel de livros desobedientes.

Raquel Ribeiro dos Santos
Culturgest
Responsável pela programação de Participação na Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest, em Lisboa. Estudou História da Arte e Arte Contemporânea na Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (licenciatura, mestrado e atualmente frequenta o doutoramento). Tem formação adicional em Avaliação de Projetos Sociais (Universidade Católica de Lisboa) e em Desenvolvimento Local Colaborativo (Universidade Católica do Porto) e da Psicologia da Arte (Instituto Superior de Psicologia Aplicada).
Organizou várias conferências na área da mediação, da programação para a infância, da educação e do desenvolvimento de públicos nos museus e centros culturais (Culturgest, 2010 e 2011, Gulbenkian, 2012, Serralves, 2013, INSEA, 2015, CCB, 2016). Integrou comissões de apreciação de apoios à programação (RTCP) e criação (2024 e 2025) na Direção Geral das Artes. Integra a equipa externa de avaliação de impacto do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian. Tem colaborado como docente nas áreas da programação e da mediação no Instituto Politécnico de Lisboa.

Ricardo Guerreiro Campos
Olhos de Gigante
Artista-educador, mestre em Educação Artística pela Escola Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa, desde 2012 que tem vindo a colaborar com diversas estruturas de criação e investigação que desenvolvem trabalho entre as artes visuais, a performance, o teatro e a educação, sobretudo: Fábrica das Artes – CCB, Companhia Mascarenhas-Martins, UmColetivo, Casa d’Avenida, FIAR – Teatro As Avozinhas, Cultivamos Cultura e Teatro Estúdio Fontenova. Nos últimos anos tem desenvolvido a sua investigação artística e pedagógica sustentada numa relação de escuta com a infância, ativando a voz, o corpo e a memória; tendo criado os espetáculos “A Metade Que Falta”, (2020) “Corpo Pequenino, Olhos de Gigante”(2022) e “Levar a Linha a Dançar” (2023). Em 2021 fez surgir Olhos de Gigante, um projeto de investigação e criação em Arte-Educação; e atualmente desenvolve o seu trabalho de continuidade como artista-educador em escolas de Sesimbra e Setúbal. Resultado deste trabalho de continuidade com a primeira infância, criou em 2025 “A Dança das Coisas Entre Si” uma exposição-manifesto que tem circulado pelo território nacional no âmbito da Bienal Cultura-Educação #2 do Plano Nacional das Artes e que deu origem ao livro (Portugal/Brasil) “Entre Territórios: Práticas de Arte-Educação com as Infâncias” (2026). Colaborou como formador convidado em “Um Território Comum para a Arte, Cultura e Educação” de Madalena Wallenstein na Fábrica das Artes – CCB (2025) e é, atualmente, assistente convidado na Escola Superior de Educação de Setúbal.

Ricardo Mendes
Museu Gulbenkian
Licenciado em Escultura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa, mestre em Desenho e Técnicas de Impressão pela Faculdade Belas Artes do Porto. É responsável pelas áreas de Escolas e Oficinas no Serviço de Mediação Cultural do Museu Calouste Gulbenkian, desde 2022. Até 2022, colaborou como mediador artístico e cultural no Museu Calouste Gulbenkian, Centro de Arte Moderna, Museu de Arte Antiga, Museu do Oriente, Museu da Farmácia, Museu do Dinheiro e Palácio Nacional da Ajuda.

Sara Barriga Brighenti
Plano Nacional das Artes
Subcomissária do Plano Nacional para as Artes. Entre 2014 e 2019 dirigiu o Museu do Dinheiro, gerindo o projeto de instalação, as exposições e os programas públicos. Mestre em Artes Visuais, pós-graduada em Museologia e Património, Pedagogia e Liderança, especializou-se em educação artística e cultural. Foi promotora e coautora da Carta de Porto Santo sobre Cultura e a Promoção da Democracia (2021), coautora do Relatório Museus no Futuro (2020) e coordenadora do Livro Branco da UNESCO sobre cooperação entre cultura e educação artística (2023).

Sara Velasco
Plano Nacional das Artes
Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (1992). Mestre em Estética e Filosofia da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Desenvolveu investigação, com Equiparação a Bolseiro, na área curricular do Desenho. Foi professora Cooperante do mestrado em Ensino das Artes Visuais da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa. Formadora creditada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua, na área e domínio das Artes Visuais. Co-autora dos recursos pedagógicos e ações de formação: Projeta-Me e A Natureza das Coisas /Azul e Árvores, com textos publicados. Integrou a Equipa de Educação Artística da Direção-Geral da Educação entre 2019 e 2022, e integra a Equipa do Plano Nacional das Artes desde 2022.

Stela Barbieri
Binåh espaço de arte
Artista que atua em muitos campos: nas artes visuais, na educação, na literatura e no encontro das áreas do conhecimento. Como propositora de experiências e processos de interação entre arte e educação, inventa espaços que convidam à coparticipação. Em suas ações, os limites entre a imagem, a escrita, as histórias, as linguagens da arte e da educação são percorridos, investigados e subvertidos. Seu universo é híbrido de códigos verbais, visuais, inventivos e cognitivos. Para isso, Stela – em sua produção artística e em sua atuação em processos de aprendizagens – construiu conexões vigorosas entre arte e educação. Há, em seu trabalho como artista, um convite ao visitante para colaborar na invenção das obras. Por outro lado (e complementarmente), Stela atua para que, no campo da educação, a arte seja um elemento problematizador, em diálogo com a arte contemporânea. Injetar estranhamentos e reconhecimentos é uma decisão de seu caminho tanto para a arte quanto para a educação, percorrido em diferentes contextos – de exposições e museus a escolas e praças. Entendendo a arte como um lugar capaz de gerar novos contatos afetivos com o mundo e entre as pessoas, o trabalho de Stela busca mesmo a diversidade – de interesses, discursos, interferências, culturas e linguagens. Com essa abordagem, foi curadora do educativo da Bienal de SP por seis anos (três bienais, e duas mostras especiais), diretora da Ação Educativa do Instituto Tomie Ohtake (2002-14), foi conselheira da Fundação Calouste Gulbekian, em Portugal, criadora de currículos e assessora de artes de escolas de referência em São Paulo e outras cidades no Brasil. Stela é autora de livros de educação, arte e literatura, trabalho que se desdobra também na arte de contar histórias. Dirige o binåh espaço de arte, um ateliê vivo, com cursos, palestras, formações e assessorias.

Susana Alves
Lugar Específico
Trabalha na intersecção entre arte, educação e desenvolvimento humano, enquanto mediadora cultural, arte-educadora, formadora e terapeuta. Licenciada em Psicologia da Educação, construiu um percurso híbrido que cruza práticas artísticas, pedagógicas e somáticas, integrando formações em áreas como Educação pela Arte, Pedagogia da Dança, Filosofia para Crianças, narração oral, artThinking e abordagens terapêuticas. É fundadora e diretora do Lugar Específico – entre Arte e Educação, plataforma onde investiga e desenvolve práticas de mediação, criação participativa e formação. Foi cofundadora do Largo Residências e é formadora certificada de professores, sendo também responsável pelo curso de Pedagogia da Arte na Nextart. Tem agora mais de 20 anos de experiência, e ao longo do seu percurso colaborou com instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, a Culturgest e o Museu Coleção Berardo, concebendo projetos de mediação artística para diversos públicos, programas educativos e formação para educadores.

Tharciana Goulart
Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC
Doutora e mestre em Ensino das Artes Visuais pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGAV/UDESC), graduada no curso de Licenciatura em Artes Visuais da UDESC. Atua como professora adjunta no Centro de Artes, Design e Moda da UDESC, no curso de Licenciatura em Artes Visuais e no Mestrado Profissional em Artes (Prof-Artes/UDESC). É membro dos grupos de pesquisa ”Entre Paisagens” (UDESC/CNPq) e ”Grupo Multidisciplinar de Estudo e Pesquisa em Arte e Educação” (USP/CNPq). É coordenadora do Subprojeto Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES/UDESC) de Artes Visuais. Realiza pesquisas sobre Processos Fotográficos Históricos, coleções de professores artistas, a/r/tografia e Estágio Curricular Supervisionado em Artes Visuais.

Vânia Colaço
Faber-Castell
Artista plástica, designer e formadora. Licenciada em Design de Equipamento (Escola Universitária das Artes de Coimbra, 2005) e mestre em Gestão Comercial e Marketing (CESIF, Madrid, 2011), viveu em Madrid entre 2007 e 2020, onde co-fundou a AVISPA, estúdio de design de comunicação corporativa. Em 2023 tornou-se embaixadora e formadora oficial da Faber-Castell Portugal, dinamizando workshops e oficinas artísticas por todo o país. Desenvolve com regularidade ateliers como mediação cultural de exposições e museus, assim como o papel de curadora. Enquanto artista plástica a sua prática centra-se no desenho realista com lápis de cor, explorando a intensidade cromática e a precisão do detalhe como forma de questionar a perceção e a memória. A sua obra investiga os processos de memória e identidade, procurando dar protagonismo a objetos e instantes do quotidiano, transformando-os em narrativas visuais de forte carga emocional e simbólica. Recentemente, levou os elementos identitários da sua obra para outro campo, mostrando-os na conferência-performance “Kit Memória: Empalhar” em co-autoria com a atriz Margarida Cabral. É possível ver a sua obra em coleções permanentes de Museus. Conta com mais de vinte exposições individuais e coletivas em centros culturais, museus e galerias.
